Inauguração: 02 de agosto às 18h
Patente até: 30 de agosto
Horário: Segunda-feira a sábado, das 10h às 13h, e das 14h às 18h
Local: LAC – Laboratório de Actividades Criativas, Algarve
Entrada: Gratuita

Sinopse

O Verão de 1991 marcou a minha primeira visita a Portugal e, desde então, o Algarve tornou-se num lugar a que volto repetidamente. Ao longo dos anos, o meu amor por Portugal apenas se aprofundou, despertando uma crescente curiosidade pela sua cultura e história. Quando surgiu a oportunidade de criar e expor uma série de pinturas em Portugal, senti uma forte responsabilidade de estabelecer uma ligação significativa com o público português — não apenas através da imagem, mas também através da narrativa.

Foi nesta busca por ligação que descobri a poderosa história de Inês de Castro e do príncipe D. Pedro. O que começou como uma faísca de interesse rapidamente se transformou numa profunda fascinação. A sua história — repleta de amor proibido, traição, perda trágica e uma resolução surreal, quase mítica — oferecia tudo aquilo que procuro na pintura narrativa.

Este conjunto de obras explora a sua história através de três momentos-chave no tempo, com Inês no centro. Cada pintura reflecte não apenas o percurso emocional de Inês, mas também o amor duradouro e obsessivo que Pedro nutria por ela — um amor que desafiou a própria morte.

Inspirada por uma das lendas mais comoventes de Portugal, esta série é uma homenagem a uma história de amor que prova, da forma mais inquietante e poética, que o amor nunca morre verdadeiramente.

Artistas

James Klinge (n. 1983) é um artista de Glasgow, Escócia, que traz uma abordagem contemporânea entusiasmante às formas tradicionais de retrato e pintura figurativa, especializando-se numa técnica com moldes recortados manualmente e tinta em spray.

As figuras nas suas obras procuram contar uma história, seja com influências históricas ou baseadas na actualidade, através do seu estilo e execução únicos — não apenas nas obras em tela, mas também na sua capacidade de trabalhar em grande escala nas suas criações murais.

Anteriormente, Klinge trabalhou com sucesso de forma anónima sob o pseudónimo “Klingatron”, nome que decidiu abandonar no início de 2016 por razões pessoais e profissionais. Nesta altura, a sua obra sofreu uma mudança significativa, trazendo uma combinação de minúcia e detalhe proveniente do trabalho com moldes, complementado pelo que descreve como um “caos controlado” de marcas expressivas feitas com espátula. Apesar de se inspirar nos mestres clássicos da pintura figurativa, Klinge dedicou as últimas duas décadas a desenvolver o seu domínio da tinta em spray, manipulando-a de forma única e inédita. Assim, as suas pinturas figurativas e de retrato deixam o espectador maravilhado com a textura e as marcas impressionantes, dando a sensação de se estar perante uma pintura a óleo em vez de uma feita com spray.

É graças a esta execução inigualável que James Klinge tem exposto internacionalmente as suas obras ao longo das últimas duas décadas.